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terça-feira, 20 de agosto de 2013

3 coisas que você pode fazer no escritório para ser mais feliz

A felicidade é um dos objetivos da maioria das pessoas. O que não percebemos, porém, é que ela está mais perto do que imaginamos. Na verdade, existem algumas coisas que você pode fazer na sua mesa do escritório e que tornarão você uma pessoa mais feliz e agradável.

A seguir, confira 3 coisas que você pode fazer no escritório para ser mais feliz:

1. Lembre-se de coisas boas

Muitas pessoas pensam naquilo que elas gostariam que acontecesse, mas e as coisas realmente boas que aconteceram com você? Pensar nas suas melhores lembranças vai ajudar você a ser um profissional motivado e disposto a trabalhar.

2. Mande notas de agradecimento

Pense nos seus colegas de trabalho. O que eles já fizeram para ajudar você? A gratidão é uma parte importante da felicidade. Mande notas de agradecimento para todos aqueles que tornam a sua vida no trabalho mais fácil.

3. Ouça música

Existem pesquisas que comprovam que ouvir música ajuda você a se livrar do estresse. Além disso, ouvir o seu iPod enquanto trabalha é uma forma de estimular a sua criatividade e inspirar você a continuar trabalhando.


Fonte: Universia Brasil
www.classecontabil.com.br

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O Mercado Milionário da Classe Contábil

Durante mais de 20 anos, venho trabalhando como o mercado contábil e tenho notado uma notável ascensão deste segmento para a importância do Brasil.

Depois do advento do SPED, Sistema Público de Escrituração Digital, o contabilista começou a ser notado de uma forma mais abrangente, mais não é de hoje que a classe contábil tem uma força econômica e política pouco conhecida. Em números estatísticos, sabemos que existem mais de 70.000 empresas contábeis e mais de 300.000 profissionais no mercado, mas quanto isso significa para a economia? Podemos fazer algumas análises buscando setores específicos, como softwares, publicações fiscais, livros, etc. Estes segmentos passam com certeza da casa dos 500 milhões de reais por ano, isso apenas exemplificando três setores, o de software por exemplo, que conheço de perto, apenas as dez maiores empresas que desenvolvem sistemas contábeis faturam juntas acima de 300 milhões, depois disso temos as empresas de publicações fiscais, editoras, eventos e estruturas de TI, como computadores e servidores. Isto significa cifras próximas ou até mesmo superiores a Um Bilhão de Reais anuais.

Muitas vezes em meu trabalho como consultor de marketing, comento estes números com as empresas e profissionais que tenho contato e todos fazem aquela cara de espanto.

O Contabilista não é apenas indispensável pelo seu trabalho de gerenciar rotinas fiscais e trabalhistas, ele leva conhecimento para o mercado, sendo a maior "ponte" entre o fisco e os empresários de todos os cantos deste país.

A Classe contábil não esta surgindo com o SPED, ela é economicamente forte e possui um grau de decisão que poucas profissões conseguem ter.

Nos próximos anos notaremos ainda mais a força dos contabilistas na economia e estará diretamente ligado ao crescimento do Brasil, que não é o país das grandes corporações e sim das pequenas, onde os contabilistas são os grandes formadores de opinião.

Para os desavisados analistas de marketing, pensem bem nesta classe bilionária, isso pode ser um diferencial para seus negócios no futuro bem próximo.



Por Ricardo de Freitas

É Diretor da Softconsulting e Editor do Jornal Contábil
www.jornalcontabil.com.br

terça-feira, 29 de março de 2011

O Contador Ideal que as Empresas Procuram no Momento

O crescimento da presença das empresas brasileiras no mercado financeiro internacional está revolucionado o perfil dos contadores no país. Além de aumentar a demanda, o novo cenário pede profissionais com um perfil mais estratégico e voltado para o mundo dos negócios.

Isso significa que a imagem de senhores sisudos que passam o dia atrás de uma calculadora científica e de uma montanha de formulários não cola mais com essa carreira. "O profissional de contabilidade deixou de ser tecnicista", afirma Edgar Cornachione, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP).

Os executivos das principais empresas brasileiras confirmam isso. Segundo pesquisa da consultoria Robert Half divulgada em julho, 96% das companhias brasileiras admitem que os profissionais de contabilidade tornaram-se peças centrais para a tomada de decisões.

De acordo com especialistas, o aquecimento da economia e o crescimento da participação brasileira no mercado internacional são os principais fatores para essa mudança nos rumos da profissão. "A competição está mais acirrada. Isso faz com que a empresa fique mais pressionada pelo mercado", diz Edilene Santana Santos professora da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

Nesse novo cenário, as companhias estão mais cautelosas durante os processos decisórios. E, por conta disso, cresce a demanda por profissionais capazes de analisar todas as variáveis em questão.

O pesquisador da USP exemplifica isso com situações de compra de ativos pela empresa. Segundo ele, antes, o contador era chamado para apenas registrar a operação. "Hoje, ele participa da decisão junto com os outros gestores", diz.

Regras internacionais
O fenômeno é uma tendência mundial. "Recentemente, os países membros do G20 definiram que é prioritária a adoção de uma linguagem comum de contabilidade entre as nações do mundo", lembra Maria Clara Cavalcante Bugarim, vice-presidente de Desenvolvimento Profissional e Institucional do Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

Sem normas universais para o exercício da contabilidade, os países viviam em uma espécie de torre de Babel. "Era possível que uma empresa, de acordo com as regras usadas no Brasil, fosse altamente lucrativa, mas que em outro país apresentasse prejuízo, apenas por causa das diferenças entre as normas", afirma a especialista.

Por isso, a partir de 2007, o Brasil passou a adotar o International Financial Reporting Standards (IFRS), o conjunto de regras contábeis determinados pela International Accounting Standards Board (IASB), com sede em Londres. "Isso dá mais segurança para os acionistas", explica.

O novo conjunto de regras cooperou para a revolução na carreira. "O exercício da contabilidade era bem formalista. Tudo estava previsto na lei", explica Edilene, da FGV. Nem sempre, contudo, a legislação correspondia à realidade de todas as empresas. Um exemplo disso, segundo a professora, era o momento de registrar a depreciação dos ativos da empresa. No caso de veículos, ela explica, a Receita Federal determina que após um período de cinco anos de uso, o valor do carro é igual a zero.

"No entanto, há muitos carros rodando com mais de cinco anos. Mas o contador não avaliava o tempo real de vida útil dos ativos. Seguia apenas o que as regras mandavam", diz. Com o IFRS, o profissional precisa julgar a vida econômica real do ativo. "E, para isso, ele precisa entender bem do negócio".

O fim do check list
Por isso, o contador não pode trabalhar em uma empresa sem entender qual a lógica por traz de cada dado que registra nos relatórios. "Antes era possível ser um bom contador sem entender tanto do negócio em questão. O profissional apenas reagia às transações", afirma Cornachione, da USP. "Agora, ele deixa de ser apenas a pessoa que tinha o conhecimento da linguagem dos negócios para deter conhecimentos sobre a lógica do negócio".

Nesse contexto, circular e compreender todas as áreas da companhia é essencial para o profissional, afirma William Monteath, diretor de operações da Robert Half.

"Isso o torna mais completo, afinal o setor de finanças interage com todos os outros", diz. Fluência em inglês, pós-graduação no setor de atuação e capacidade de liderança completam os requisitos do contador procurado pelas grandes companhias brasileiras.

Atualmente, os serviços de auditoria e consultoria, segundo os especialistas, são os que oferecem as melhores oportunidades de salário e carreira. Isso se deve, de acordo com Edilene, da FGV, ao fato de que, desde 2008, as empresas de grande porte são obrigadas a contratar serviços de auditoria externa. Até então, a exigência estava restrita às companhias de capital aberto.

Além disso, o crescimento economia brasileira também está puxando a demanda por profissionais no setor. Indústria e mercado financeiro lideram as contratações, apontam os especialistas.Mas, diante da miríade de oportunidades, profissional deve manter o foco. "Ele precisa repensar sua carreira e ver nitidamente em qual canoa quer colocar o pé. Para então, investir as fichas", afirma o professor Cornachione.


Fonte: Portal Exame.

Como se tornar um profissional bem sucedido!

Antes de iniciar este artigo, preciso agradecer ao apoio que estou tendo, recebo diariamente dezenas de e-mails de colegas elogiando os artigos que escrevo, são pedidos de ajuda, e até mesmo pequenas consultorias. Para agradecer o apoio, criei um canal de relações contábeis, que está disponível no endereço http://caropjunior.webnode.com.br/ , o intuito é diversificar informações e ajudar aos colegas que estão iniciando o curso de ciências contábeis a conseguirem uma colocação no mercado de trabalho.

Desde 2005, quando prestei o vestibular para o curso de ciências contábeis na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG), estou sendo bem sucedido na vida profissional, em março de 2006 iniciei o primeiro estágio em um escritório de contabilidade no Bairro Industrial (Contagem-MG), foram oito meses de muito aprendizado, ao final deste período fui estagiar na Krypton Contabilidade, escritório renomado na Cidade de Belo Horizonte - MG, foram nove meses de muito trabalho e grande aprendizado. Ao final de 2007 tive a oportunidade de estagiar em uma das grandes construtoras de Belo Horizonte, conheci a contabilidade efetuada internamente.

Um Marco muito importante na minha carreira foi à oportunidade que tive no escritório Andrade e Bicalho, em 2008 passei no processo para coordenador contábil do escritório. Em um período de nove meses em que fui coordenador da Andrade e Bicalho tive a oportunidade de trabalhar com toda a rotina contábil, grandes responsabilidades foram atribuídas e correspondidas. Em 2009 sai e fui para outro escritório, fiquei apenas um mês, como não estava adaptando as rotinas, resolvi conversar com alguns amigos que me indicaram na Papyrus Contabilidade.

O Inicio da minha Historia na Papyrus Contabilidade iniciou em 2009 quando fui contratado para o cargo de Auxiliar Contábil, foram seis meses de trabalho e dedicação, o respeito e a admiração dos colegas tinham sido conquistados, porém ao final de 2009 começava uma grande mudança.    

O Ano de 2009 foi o ano da minha formatura! Um grande desejo desde o primeiro período era de ser Auditor, porém como a profissão prejudica um pouco os estudos, deixei para participar dos processos seletivos de trainee a partir do sétimo período.

Ao final de 2009 o grande presente! Passei para Trainee da BDO Auditores Independentes, era um sonho que estava se realizando. Na BDO Auditores Independentes conheci muitas pessoas, contatos foram feitos, porém o desgaste com viagens e a grande correria do dia a dia fez com que o sonho já não fosse igual, ser Auditor já não era mais a empolgação de antes.

Em meados de 2010 recebi um telefonema do Diretor da Papyrus Contabilidade, o Sr. Ernalton Leão me chamou para uma conversa. Durante a conversa o mesmo me fez uma proposta para retornar a Papyrus Contabilidade como Contador responsável pelo departamento contábil. Após algum tempo de reflexão, resolvi aceitar a proposta, ser contador de um escritório conceituado na cidade de Belo Horizonte era uma grande oportunidade.      

Hoje 16 de março de 2011, tenho a certeza que efetuei a escolha certa, a Papyrus Contabilidade vem se destacando, profissionais qualificados fazem parte do quadro de colaboradores da empresa, um dos meus sonhos para os anos de 2011 e 2012 é colocar a Papyrus Contabilidade entre as melhores empresas de Contabilidade de Minas Gerais.

Para finalizar, gostaria de agradecer a todos que contribuíram e que estão contribuindo para o meu crescimento profissional, já adianto a você leitor, contador ou estudante que estou com o projeto de escrever um livro ora denominado “Os Passos de um Contador de Sucesso”, peço aos colegas que queiram participar no livro, que enviem textos contendo a sua trajetória na área contábil.
 
Autor: Carlos Alberto R O Junior

quarta-feira, 16 de março de 2011

Você pensa que trabalha em uma empresa contábil...

Quem trabalha em um escritório contábil, muitas vezes, não se dá conta da importância de seu ofício. Independentemente da função exercida (contador, assistente fiscal, pessoal, Office boy, etc.), todas elas tem a sua importância na realização do objetivo final.


Muitos podem pensar que o objetivo final é somente a contabilização e apuração dos impostos das empresas, ou a apuração e confecção dos holerites de pagamento dos funcionários, mas isso é somente uma parte minúscula de algo mais importante.

Imagine um escritório contábil que atenda a aproximadamente 100 empresas. Digamos que essas empresas gerem 700 postos de trabalho. Ou seja, já temos aí mais ou menos 700 famílias que estão sendo afetadas diretamente pelo nosso trabalho.

Considerando que os clientes de empresas contábeis, em sua maioria, são formados por empresas de ramos de atividades bem diversificadas, tais como:

1) Indústrias do Vestuário, que produzem e vendem roupas para lojas e grandes magazines do Brasil e exterior;

2) Metalúrgicas, que produzem os mais variados produtos que, da mesma forma, são comercializados em todo país;

3) Construtoras, que são responsáveis pela geração de muitos postos de trabalho; construindo casas, prédios, pontes e outras obras civis;

4) Prestadores de Serviços em geral, que comercializam produtos, que prestam Serviços a grandes empresas, fazem sistemas que gerenciam processos, etc.

Enfim, fazemos parte de um empreendimento grandioso, que atende aos mais variados setores da Sociedade e que gera riquezas que são a mola propulsora de nossa economia.

Somos responsáveis por uma parte importante na cadeia produtiva, seja na apuração dos impostos devidos ou na apresentação dos números da empresa para os sócios, a Sociedade e ao Governo, mas sabemos que até o produto chegar ao consumidor final essa conta se multiplicará ainda mais. Ou seja, você não trabalha apenas para uma pequena empresa contábil com 10 colaboradores. Você faz parte de um grande grupo de empresas que produz e comercializa seus produtos em todo o Brasil e no exterior.

Sem demagogia, sabemos que existem muitas coisas erradas, falcatruas, corrupção e desvio de verbas públicas, mas isso não pode e não deve servir de desculpas para que cada um de nós não procure fazer o seu trabalho da melhor maneira possível, pois fazemos parte de uma grande obra. Pense nisso!

Autor: Isaac Rincaweski

Networking: a importância de validar pessoas

A palavra networking, segundo o site Wikipédia, vem da união dos termos em inglês “net” que significa rede e “working” que quer dizer trabalhando. Ou seja, ao pé da letra diz estar trabalhando em rede. Com a globalização e o constante surgimento de novas tecnologias e redes socias, passamos a ter um relacionamento com outras pessoas mesmo a milhões de bytes de distância.

Para muitos, o networking é apenas uma forma de fuga da rotina diária ou do stress do mundo corporativo, é estabelecer um contato com um grupo de pessoas que poderão influenciar ou dar um up grade em sua carreira. Porém há outros, talvez em minoria, que utilizam da rede de contatos para compartilhar conhecimento, fazer parcerias, debater assuntos relevantes que fazem parte do nosso cotidiano. Em minha opinião, o networking vai além: possibilita o surgimento de parcerias, interagindo com o meio social, validando pessoas.

Um networking eficiente e eficaz possibilita o acesso ao mercado de trabalho, compartilhar conhecimento, divulgar seu trabalho, obter novos clientes, recomendar serviços, realizar parcerias e talvez o mais importante: tornar-se útil a sociedade.

As redes sociais são uma grande aliada para o networking. Podemos citar varias redes de relacionamento como, por exemplo: Twitter, Orkut, Facebook, entre outras, contudo cada uma com uma visão ou perspectiva diferente. Tive como experiência a possibilidade de “parceria”, através do site de relacionamento LinkedIn. Na verdade fui apenas uma ponte para o encontro de um consultor junto ao seu novo cliente, através da analise dos Serviços disponibilizados pelo consultor e a necessidade imediata do cliente. O mais interessante é que ambos moram na mesma cidade, Recife-PE e eu moro em Fortaleza-CE.

Bom, é preciso estar atento as mudanças, e não ter um networking apenas para suas necessidades, mas sim estar comprometido com o próximo e trazer resultados positivos tanto para você quanto para os profissionais no qual esta apoiando, compondo sua rede de contatos.

O sucesso do networking depende dos objetivos e metas a serem seguidos por aqueles que fazem parte de nossa rede de relacionamento. Para Stephen Kanitz, em seu artigo o poder da validação, “validar alguém é
permitir que as pessoas sejam aceitas pelo que realmente são, e não pelo que gostaríamos que fossem. Você sempre será um ninguém, a não ser que os outros o validem como alguém.”

Enfim podemos perceber que o networking é como os gansos que durante o outono voam rumo ao sul, formando um grande “V” no céu. Indaga-se o que a ciência já descobriu sobre o porquê de voarem desta forma. Sabe-se que quando cada ave bate as asas, move o ar para cima ajudando a sustentar a ave imediatamente de trás. Ao voar em forma de “V”, o bando se beneficia de pelo menos 71% a mais de força de vôo do que uma ave voando sozinha.

Então Comunique-se! Compartilhar conhecimento é evoluir.
Aprenda a dar apoio sem ser solicitado.

Referências:
Aprenda a fazer networking: http://www.administradores.com.br/informese/administracao-e-negocios/aprenda-a-fazer-networking/38671/

A importância do Networking: http://www.rodrigoleao.com.br/2008/04/19/a-importanciado-networking/

Como fazer um networking vencedor?: http://www.administradores.com.br/informese/carreira-e-rh/como-fazer-um-networking-vencedor/35373/

Conceito de Networking: http://www.knoow.net/cienceconempr/gestao/networking.htm#vermaisNetworking: http://pt.wikipedia.org/wiki/Networking

Networking e educação são aliados importantes na busca por inovação: http://www.administradores.com.br/informe-se/cotidiano/networking-e-educacao-saoaliados-importantes-na-busca-por-inovacao/39562/

O real sentido do networking: http://www.sucessonews.com.br/o-real-sentido-donetworking/

Quando os átomos se tornam bits: de que depende o sucesso do networking virtual?: http://www.administradores.com.br/informe-se/tecnologia/quando-os-atomos-setornam-bits-de-que-depende-o-sucesso-do-networking-virtual/40002/

Autor: Renata Norberto Cavalcante

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A importância de se investir em educação continuada.

Escolher como se aperfeiçoar na profissão é uma tarefa que requer paciência e conhecimento diante da diversidade de cursos, treinamentos e especializações, que atualmente se encontram à disposição do profissional. Paralelamente, investir em educação de forma contínua ajuda a ampliar horizontes, desenvolver novas habilidades, renovar conceitos e gerar novas ideias.

De acordo com Dalmir Sant’Ana, especialista em gestão de pessoas, a capacitação na carreira pode ser percebida de imediato na vida do profissional, a partir dos resultados obtidos. “Os reflexos são logo notados por meio da geração de novas ideias, em oportunidades de ascensão na área de atuação e na perspectiva de galgar novos espaços”, garante o especialista. Para ele, é possível perceber que o investimento deu resultados, quando uma pessoa demonstra intensa capacidade para superar seus limites e ultrapassar a barreira da insatisfação e da escassez de descobertas.

A preocupação com o investimento na educação deve fazer parte da vida do profissional, principalmente dos que atuam na Contabilidade, considerada uma ciência em constante mutação. O especialista afirma que a pessoa precisa perceber a “velocidade da mudança” para manter-se sempre atualizado. "O conhecimento é gerador de inovação, aprendizado, desenvolvimento e evolução", garante.

Dalmir Sant’Anna acha que o profissional deve procurar encontrar nos estudos uma identificação capaz de gerar maior contentamento pessoal. “Quanto maior o empenho no processo de aprendizagem, mais satisfatórios serão os resultados na vida pessoal e no ambiente profissional. Demonstre que você possui macrovisão e que é capaz de transformar desafios em oportunidades”.

Quanto à escolha do curso, treinamento ou especialização a serem feitos, Sant’Anna recomenda que se faça a opção considerando a maior demanda por determinado tema, mantendo o foco, mas não negligenciando quanto ao todo das questões. E escolher sempre instituições de comprovada seriedade.


CRC-SP

Como se tornar um Contador diferenciado no mercado de trabalho?

A pergunta acima pelo menos uma vez já se passou pela cabeça de todos os profissionais contábeis. Para responder esta questão, vamos ao nosso dia a dia.

Quando você profissional de um escritório de contabilidade ou de uma determinada empresa chega para trabalhar na segunda feira, qual o seu primeiro pensamento? A resposta de muitos é: “Que essa semana termine bem rápido”. Se na terça feira a luz acabar no escritório qual é a sua reação? Muitos iriam dar graças a deus e rezar para a Luz não voltar. Na sexta feira qual o seu maior desejo? “Essa resposta seria unanime. “Que o dia acabe logo! Amanhã é sábado.

Após efetuar a análise acima, vou fazer novamente a pergunta: Como se tornar um Contador diferenciado no mercado de trabalho? Um Contador diferenciado no mercado de trabalho, é aquele profissional que veste a camisa da empresa, valoriza o trabalho, procura ser objetivo, porém tenta conhecer todas as variáveis para tomar alguma decisão, é diferenciado, valorizado, ajuda a todos, já que seu trabalho é fruto da união entre departamentos. Esses são alguns pontos essenciais para obter êxito na profissão.
  
Conhecer línguas, ser graduado e fazer uma pós-graduação hoje não são diferenciais, são apenas requisitos para concorrer a uma vaga de trabalho, porém ser determinado, conhecer bem a área que trabalho é diferencial. 

Será que é tão difícil ser um profissional diferenciado? Por que todos nós não somos profissionais diferenciados? Existe alguma receita para ser esse profissional?

As respostas para as perguntas acima já foram respondidas por nós mesmos, quem nunca tentou se destacar no trabalho? Quem não gosta de receber elogios? Porém muitas vezes nos desanimamos e acabamos sendo profissionais normais, efetuando apenas as rotinas e querendo que a semana acabe mais rápida.  O não reconhecimento do nosso trabalho nos leva a ser apenas um empregado e não um empreendedor.

Para mudar a situação, você leitor, vai começar a partir de hoje fazer o seu máximo, esquecer os elogios, os mesmos podem não vim, porém alguém vai estar te observando e em algum momento você será reconhecido. A semana vai ser levada como uma oportunidade de se destacar, na segunda feira quando chegar ao trabalho você vai olhar para o lado e pensar: “tenho uma nova semana para me destacar e ser um profissional diferenciado”.

Nem sempre conseguimos o êxito na primeira tentativa, porém quando nos esquecemos de olhar para trás e olhamos diretamente para o horizonte, enxergamos grandes oportunidades.

Autor: Carlos Alberto R O Junior

Os novos desafios do profissional contábil.

A contabilidade está passando por uma fase de grandes mudanças. A era digital, obrigatória em muitas empresas, não está só revolucionando os sistemas administrativos destas, como também os Serviços que são prestados pelos profissionais da área contábil.

A relação empresa contador está bem mais próxima, mais freqüente e muitos contadores tem usado isto como ferramenta para desenvolver um bom trabalho, agregar valor aos Serviços prestados e com isso obter valorização tanto profissional quanto pessoal.

Por outro lado, há muitos profissionais que estão sem rumo. Falta conhecimento, capacidade e em muitos casos a relação profissional com o cliente é conturbada e distante. Enquanto o profissional contábil trabalha em seu escritório a realidade da empresa se comporta de uma forma bem diferente e enquanto o empresário detém informações à contabilidade, sustentando uma visão de que o contador visa atender o fisco, ambos estão perdendo.

Sendo assim o profissional contábil não pode mais trabalhar focando apenas a legislação contábil. As empresas demandam de profissionais com uma visão inovadora, projetando cenários futuros e antecipando situações e para o profissional contábil é uma oportunidade para mostrar que a contabilidade pode ser uma ferramenta para tomada de decisão sendo muito útil às empresas.

Este é o momento ideal para mostrarmos que somos detentores de conhecimento e que este pode ser o diferencial de crescimento e sustentação para as empresas frente o cenário mundial agressivo, complexo e desafiador. Portanto contadores, rumo ao futuro, o conhecimento nos fará chegar lá.

Autor: Jane Cristina Marinho

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

O que é ser CONTADOR nos dias atuais?

Amigos, abaixo segue a percepção de nosso colega Carlos Alberto R. O. Júnior, sobre o que é ser contador nos dias de hoje. Ao meu ver, é uma visão perfeita:


"Caros colegas contadores: É com muito orgulho que me dirijo a vocês para apresentar um ponto de vista com relação à profissão que hoje é considerada uma das mais importantes para o desenvolvimento do País.

Sou Bacharel em Ciências Contábeis inscrito no Conselho Regional de Contabilidade do Estado de Minas Gerais (CRC-MG), Contador de um escritório de contabilidade onceituado na Cidade de Belo Horizonte, com 23 anos, 5 de contabilidade, estou cada vez mais apaixonado por essa profissão.

Hoje passa um filme na minha cabeça de como era minha percepção de contabilidade há cinco anos quando iniciei o curso de contabilidade, o mesmo até o momento não era tão divulgado e a profissão era resumida em efetuar declaração de imposto de renda.

Nesses quatro anos de curso, fui privilegiado, passei por quatro estágios até chegar ao cargo de Contador no qual tenho orgulho de dizer que sou.

Muitas mudanças ocorreram, na virada de 2007 para 2008, quando todos já estavam se preparando para soltar os fogos de artifício para comemorar a virada do ano, uma grande surpresa foi divulgada a classe contábil: “A LEI 6.404/76 acaba de ser alterada pela LEI 11.638/07.

Em 2008, todos foram alertados quanto às mudanças, os impactos e os prazos que o profissional teria para se adequar as mudanças. “Nesse momento a contabilidade estaria passando por uma mudança que pode ser equiparada a mudança de Moeda ocorrida no país de Cruzeiro para o Real”.

Entre 2008 e 2009, o mundo assistiu a crise econômica ocorrida nos Estados Unidos, que em um processo de cascata foi contaminando todo o mundo. A contabilidade nesse momento foi questionada no mundo inteiro.

Em 2009 para consolidar as alterações da lei 11.638/07 foi publicada a lei 11.941/09, que ajustou questões que os contadores não conseguiam entender. Em 2010 onseguimos o que pode ser considerado a maior vitoria de todas: “A valorização da profissão contábil”, com a obrigatoriedade do exame de suficiência aos novos colegas que desejam participar da classe contábil. A lei 12.249/10 não apenas instituiu o exame de suficiência, o CFC por força de LEI deixou de ser um simples conselho federal de contabilidade e assumiu o papel de regulador e fiscalizador da profissão contábil.

Hoje todos os CPC´s que foram emitidos e já passaram por audiência pública, não são normas que devem ser arquivadas e sim leis que devem ser seguidas pelos colegas contadores. Aproveito para pedir aos senhores presença junto ao CPC, os CPC´s 6 e 8 estão em audiência pública e a participação dos senhores é fundamental para o crescimento da classe contábil.

Essas alterações contábeis não devem ser comparadas as alterações no qual o fisco está efetuando, o SPED contábil, a NFe, SPED Fiscal e as demais obrigações acessórias é uma parte da contabilidade, mas não o papel principal que é fornecer informações aos demais usuários internos e externos, em especial aos sócios minoritários que não participam das decisões tomadas pela administração".

Deixo uma mensagem aos colegas:

“Ser contador nos dias atuais é privilegio para aqueles que querem fazer com que o ontem seja fonte de crescimento para o amanhã”

Escrito por: Carlos Alberto R. O. Junior

2011 será um ano promissor para a Contabilidade

O ano de 2011 será bastante positivo para os profissionais da área contábil. Levantamento realizado pela Robert Half com 1,9 mil empresas em 10 países revelou que 39% das companhias instaladas no Brasil pretendem aumentar a equipe nos próximos meses. O motivo principal, apontado por 62% dos entrevistados, é a ampliação dos negócios. Com o crescimento dos mercados, aumenta a procura por profissionais de contabilidade que, além de compreender o sistema fiscal e tributário, sejam capazes de auxilirar em decisões importantes da empresa.

Para o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP), José Chapina Alcazar, a área de contabilidade deve ser vista como estratégica na empresa. “O segredo está na contratação do profissional e a relação precisa ser de confiança”, aconselha. Neste sentido, foi instituído por lei o Exame de Suficiência, considerado um avanço pela categoria. “A exigência valoriza a atividade e garante para o cliente mais qualidade no serviço prestado”, avalia Chapina Alcazar.

Exame de suficiência - Instituído pela Lei nº 12.249/2010, o exame terá sua primeira edição em 27 de março próximo. Poderão se inscrever somente candidatos que tenham concluído o curso de bacharelado em Ciências Contábeis ou Técnico em Contabilidade. A inscrição para a prova será de 10 de janeiro a 11 de fevereiro, nos conselhos regionais de cada estado.

O avanço tecnológico e as constantes mudanças na legislação são um desafio diário para as empresas, diz o presidente do Sescon-SP. Além disso, com o aumento da transparência e controle nos processos, a área contábil passou a ser mais requisitada. “Precisavamos de um mecanismo que garantisse a capacitação do profissional para esta atividade, que exige preparo, conhecimento e qualificação". O Brasil tem, atualmente, 417 mil contabilistas e 70 mil empresas contábeis. Do total, 118 mil profissionais e 18 mil empresas operam no estado de São Paulo.


Fonte: A Critica.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O papel do contador na gestão tributária dos pequenos empreendimentos

A gestão de tributos é um dos fatores primordiais para o sucesso de qualquer empreendimento no Brasil. Não é à toa que a carga tributária é uma das principais dificuldades apontadas pelos empresários, pois, de fato, a voracidade do fisco, velha conhecida do povo brasileiro, traz graves impactos à operacionalização de qualquer empresa e é um dos principais componentes do chamado “Custo Brasil”. Existem, porém, maneiras de minimizar o efeito dos impostos, taxas e contribuições na saúde financeira e econômica dos empreendimentos.

Em um país no qual são criadas cerca de trinta e sete novas normas tributárias a cada dia (segundo dados do Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário – IBPT), os gestores devem estar, acima de tudo, muito bem informados. Ainda assim, o que notamos, em especial nas micro e pequenas empresas, é a falta de orientação dos empresários, os quais muitas vezes não realizam sequer um planejamento tributário adequado.

A falta de preparo para lidar com os altos tributos faz com que uma grande parte desses empreendimentos atuem na informalidade ou recorram a práticas ilícitas de sonegação fiscal para manter as suas atividades e sobreviver, o que é prejudicial para a sociedade, para o mercado, para a economia e para a própria empresa, a qual terá dificuldades de crescimento.

Para que o empreendimento se desenvolva corretamente é preciso que a gestão tributária seja implementada desde o seu nascimento, ainda na escolha do regime de tributação, pois, ao contrário do que crê o senso comum, nem sempre a opção pelo Simples Nacional é a mais vantajosa.

Destaca-se aí o papel do contabilista nesse processo de educação tributária de seus clientes de pequeno porte. O contador é o profissional responsável pela geração de informações sobre o patrimônio da empresa, evidenciando a sua situação econômica e financeira. Assim, não basta apenas apurar os impostos e gerar guias de recolhimento, ele deve ter também um papel-chave na construção de uma rotina de gestão de tributos.
Especialmente nas micro e pequenas empresas, onde os gestores (que, normalmente, são os próprios empresários) não possuem, na maioria dos casos, o conhecimento necessário da legislação tributária, o contador deve voltar esforços para expor com clareza as opções disponíveis para a tomada de decisão, indicando as vantagens e desvantagens de cada caminho.

Ressalta-se que, para assumir esse papel, o contador deve estar preparado para encarar esse desafio. Dessa forma, é importante que o profissional da contabilidade esteja sempre atualizado, atento às mudanças repentinas desse confuso cenário tributário brasileiro. É um trabalho árduo, porém bastante recompensador.

Outro aspecto vital para uma boa gestão tributária é a organização. E para que uma empresa possa ser considerada realmente organizada não basta apenas manter em boa ordem os seus documentos. A organização, em um sentido mais amplo, abrange também a “organização contábil”, com a manutenção de uma escrituração completa (ainda que simplificada, no caso das micro e pequenas empresas) e que reproduza fielmente a situação patrimonial, econômica e financeira daquela entidade.

Muitas pequenas empresas utilizam-se de regalias concedidas pela legislação fiscal para não manter os registros contábeis completos, o que, no final das contas, acaba se tornando um “tiro no pé”, pois nenhum empreendimento consegue se desenvolver de forma sólida sem as informações geradas pela contabilidade.

De maneira geral, a Gestão Tributária é a principal arma dos pequenos empreendimentos contra a voracidade do fisco e cabe ao contador a tarefa de muni-la com as informações necessárias para o seu correto funcionamento.

 
Por: André Charone Tavares Lopes

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Contador ou Controller?


Notória e relevante é a disseminação dos conhecimentos empresariais para a formação de profissionais capazes de atender com mais eficiência as organizações; entretanto, alguns autores parecem querer determinar o que é necessário para ser um “Controller”, como se existisse uma fórmula mágica para isso.

Outros vão ainda mais longe pregam que a Controladoria é um ramo de conhecimento, talvez na tentativa de se afastar da figura do “Contador Tradicional” presente no mercado.

Sendo a Contabilidade, a ciência que tem como objeto de estudo o Patrimônio das entidades, está presente então, em seu objeto de estudo, todo e qualquer assunto inerente ao Patrimônio das Entidades, seja, eles financeiros, econômicos ou inerentes a gestão das informações a ele relacionado. Assim se a profissão contábil, foi e é exercida em sentido restrito, como temos por exemplo, a simples escrituração fiscal por alguns profissionais, isso não é motivo ou razão para separar, entre profissionais ditos limitados, contadores”, e profissionais generalistas, capazes de gerar e gerenciar informações, “Controllers”. Além de provocar uma abertura desnecessária no mercado de trabalho, restrito por lei ao Contabilista à outros profissionais, como se não bastasse a invasão existente hoje, exclui o Contador do pleiteio de ocupar um lugar que sempre foi seu por direito, e isto tudo em função de alguns profissionais quererem se colocar em posição superior aos demais companheiros de profissão. Interessante, também, é o fato de que alguns autores, confusos ou mesmo sem entender o porquê ou significado da Controladoria, apenas substituem o termo Contabilidade e Contador, por Controladoria e Controller, respectivamente.

A atual competitividade dos negócios e as constantes mudanças nos diversos ambientes das empresas exigem a maximização do desempenho e do controle empresarial, então, pouco importa a denominação dada ao profissional que exercerá o papel preponderante na empresa, apoiando os gestores no planejamento e controle de gestão, o importante é que esse papel seja exercido por quem de fato tem as prerrogativas legais para isso, que no caso supra é o Contabilista.

Autor: Oldair Cardec Pereira

Globalização contábil que gera valor

O fenômeno da Globalização é mais do que conhecido. Para as empresas brasileiras, no entanto, há ainda uma nova possibilidade de integração econômica no horizonte graças à obrigatoriedade da adequação das demonstrações contábeis financeiras às normas internacionais da contabilidade, conhecida como IRFS (International Financial Reporting Standard).

Depois de escapar da crise financeira mundial de 2009, o Brasil tem pela frente, segundo indicam especialistas e os principais índices macroeconômicos, um cenário de crescimento para os próximos anos.  Com a economia em evidência, o País deve quebrar em 2010 recordes de fusões e aquisições, por exemplo, além de se tornar cada vez mais atrativo para a abertura de novos negócios e a chegada de outras multinacionais.

Se o atual momento já é visto de forma positiva, a adequação às normas e padrões internacionais da contabilidade agregará ainda mais valor às empresas brasileiras.  O balanço financeiro, conhecido como BR GAAP, é visto com certa desconfiança pelo mercado internacional, seja por falta de entendimento ou pelas peculiaridades do sistema nacional, que ‘mascararia’ informações relevantes.  Empresas adaptadas ao IRFS garantirão ao mundo a confiabilidade nas informações apresentadas na hora de serem avaliadas. Aliado ao bom cenário da economia brasileira poderá ser também um propulsor de novos negócios.

Corporações de natureza S.A. (Sociedade Anônima) e Sociedades de Grande Porte, com ativo total superior a R$ 240 milhões e receita bruta anual (no exercício anterior) superior a R$ 300 milhões são obrigadas a se adequar e serão beneficiadas por isso. O exemplo, portanto, deve ser visto com bons olhos e seguido pelas demais companhias que desejam estar inseridas no contexto global da contabilidade. A transição abrirá possibilidades e novas oportunidades de negócios, sem dúvida.

Próximo do último trimestre do ano, período de elaboração das demonstrações financeiras contábeis, as empresas brasileiras entram em reta final para efetivas as mudanças necessárias. Em muitos casos, essa reformulação passa pela contratação de profissionais especializados, ou pela busca de consultorias da área e treinamento.

A movimentação já impacta de forma acentuada o mercado e promove o aumento na demanda por profissionais da área de contabilidade capazes de operar a transição do BR GAAP para os padrões internacionais.  O conhecimento do IFRS é visto hoje como mais do que um diferencial, é quase exigência. Cerca de 80% das empresas buscam profissionais de contabilidade com essa característica. O inglês fluente também completa o perfil desejado, apesar de apenas 20% dos candidatos apresentam o nível de inglês requerido.

Este profissional qualificado, em momento de aquecimento da economia, dificilmente está desempregado.  Por conta disso, empresas têm promovido a ‘dança das cadeiras’ entre si, em busca deste profissional, que em última análise sai prestigiado. Um gerente contábil, por exemplo, pode ter seu salário valorizado de R$ 8 mil para R$ 14 mil.

Do ponto de vista contábil, a globalização, enfim chega ao Brasil.

Por Caio de Mase

sábado, 18 de setembro de 2010

O guarda-livros e o contador gestor.


Há muito tempo, em uma terra não muito distante, os contadores eram chamados de “guarda-livros”.  A origem desse estranho nome era proveniente da sua principal função que, até então, era a de escriturar e manter em boa ordem os livros mercantis das empresas comerciais.
Era um trabalho altamente mecanicista e que exigia pouca especialização e quase nenhum conhecimento científico. Com o passar do tempo, o comércio e a Economia cresceram significativamente e, de igual forma, esse profissional passou a ser cada vez mais importante para a sociedade, de modo que o simples cuidado com as obrigações assessórias aos poucos foi deixando de ser a sua principal função.
O contador contemporâneo precisou se adaptar às novas exigências do mercado, deixando de lado o paradigma de “guarda-livros” e assumindo o papel de um “contador gestor”.
Mas, afinal, o que diferencia o contador tradicional deste novo profissional da contabilidade?
O Contador tradicional é aquele trabalhador burocrático, preocupado exclusivamente com o atendimento ao fisco e com pouco (ou nenhum) relacionamento com os gestores das empresas para as quais presta serviço. É um profissional introspectivo, alheio às mudanças e que passa o dia inteiro em seu escritório, evitando o contato com o público. Em outras palavras, ainda é o “guarda livros”.
O novo profissional da contabilidade, que aqui chamamos de Contador Gestor, por sua vez, é exatamente o oposto. É um profissional ativo, sempre preocupado em passar informações cada vez mais precisas e eficazes aos seus clientes e constantemente ajudando os gestores na tomada de decisão. Esse tipo de contabilista sabe que o atendimento às obrigações assessórias é essencial, porém não é a sua única função.
Na verdade, o Contador Gestor já percebeu que o cumprimento das exigências fiscais atualmente é feito, em boa parte, por softwares e programas que, com o incrível avanço da Tecnologia da informação, facilitaram muito esse serviço burocrático. Assim, ele focou seus esforços no outro viés de seu trabalho, no qual ele se tornou um ator fundamental: a implantação e manutenção de sistemas de informações que auxiliem no desenvolvimento das empresas.
O melhor de tudo é que qualquer contabilista pode se tornar um contador gestor. Então, Se você acha que o seu lado “guarda-livros” ainda está exercendo muita influência em seu trabalho, veja algumas dicas de como despertar para esse novo perfil:
1 – Seja Pró-ativo. Para evoluir como profissional é preciso ter força de vontade e, principalmente, estar disposto a agir.
2 – Se mantenha sempre atualizado. Com o preparo certo, você pode transformar as mudanças em vantagens competitivas. Faça cursos, palestras e leia, leia muito!
3 – Tenha um bom relacionamento interpessoal. Um bom network é  a melhor ferramenta para a divulgação dos seus serviços. O contador gestor vende informações e, por isso, deve saber se comunicar bem.
4 – Conheça o mercado e o seu cliente. O profissional da contabilidade não pode estar alheio ao ambiente (externo e interno) das empresas em que atua. A organização é um sistema aberto, então tudo o que a afeta irá também gerar impactos na contabilidade.
5 – Exercite a sua visão holística e sistêmica. Tenha sempre uma visão geral do processo que acontece por trás dos fatos.
Trabalhando esses aspectos e buscando sempre a melhoria constante, você poderá se tornar um profissional melhor, maximizando as suas qualidades e competências. Vamos lutar para formação de mais “Contadores Gestores”, pois assim estaremos valorizando e enaltecendo ainda mais a classe criada pelos nossos ancestrais guarda-livros.
Autor: André Charone Tavares Lopes

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Contadores estão entre os mais requisitados por empresas

Uma em cada cinco vagas no mercado de trabalho é disponibilizada por empresas multinacionais, revelou pesquisa da Ricardo Xavier Recursos Humanos.

Em agosto, cerca de 20% dos empregos ofertados foram das multinacionais, enquanto o restante foi aberto pelas companhias nacionais, que continuam liderando as contratações.

O número de vagas criadas em agosto chegou a 2.600 posições, um aumento de 14,73% frente a julho e de 26,39% em relação ao mesmo período do ano passado.

Os mais requisitados

De acordo com os dados, os engenheiros foram os profissionais mais procurados em agosto, correspondendo a 25,36% do total.

Em seguida nas graduações mais requisitadas, estavam Administração (13,36%), Ciências Contábeis (6,05%), Economia (4,66%) e Propaganda/Publicidade e Marketing (3,60%).

Seguem a lista Psicologia (2,30%), Direito (1,89%), Tecnologia da Informação (1,56%), Comércio Exterior (1,03%) e Arquitetura (0,77%).

O levantamento abrange a Grande São Paulo e Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), e Salvador (BA).

Fonte: Correio do Estado

terça-feira, 14 de setembro de 2010

A classe contábil e sua relação com o futuro

Depois de muito tempo longe dos bons noticiários, a Lei 11.638/2007  através da adoção do IFRS pelo Brasil, a substituição tributária implantada pelos governos estaduais, a implantação da nota fiscal eletronica, SPED contábil, fiscal e demais exigências da atualidade, transformaram a clásse  contábil em uma das mais importantes  do cenário nacional e  internacional.
O aumento significativo da arrecadação por conta das novas medidas do governo com incentivo a determinados setores, aliado ao momento “mágico” o qual vive a Economia brasileira, tem levado os empresários a refazer as contas e a adotar métodos de redução de custo e adquirindo também, novas tecnologias visando a competitividade no mercado, tendo em vista que a globalização proporcionou  concorrência direta com o mercado internacional. A Carga Tributária que durante anos tem sido o principal entrave para o Desenvolvimento econômico e social, ainda é um problema a ser amenizado, pois a reforma tributária tão aclamada por todos é ainda um “sonho” distante. Apesar de todas essas variáveis, somado ao crescente volume de trabalho e o custo gerado por este “turbilhão” de mudanças, nós contabilistas devemos comemorar a valorização profissional que o presente cenário demontra projeta para o futuro.
Para que essa valorização seja continua e duradoura, a clásse contábil deverá contar com profissionais cada vez mais qualificados, prontos para atender inclusive a Demanda internacional de investidores. O momento é agora, é preciso estar preparado!

Por: Mario Dobinco

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Exame de suficiência, valorização para a carreira de contabilista

Por José Maria Chapina Alcazar*


Acaba de ser sancionada Lei Federal, uma antiga reivindicação da categoria: a obrigatoriedade do Exame de Suficiência que, a exemplo da prova aplicada aos bacharéis de Direito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), é uma evolução no sentido de assegurar a necessária valorização para que o futuro profissional de contabilidade possa ter reconhecidos seu conhecimento e capacitação por um mercado cuja expansão é notória.

O Sescon-SP sempre esteve na vanguarda da luta pela elaboração e aprovação da Lei, que recebeu o número 12.249/10. A entidade preocupou-se em garantir que a regulamentação se caracterizasse, de fato, como um mecanismo de avanço para a carreira de contabilista.

O texto aprovado vai exatamente ao encontro dessa aspiração. Valoriza a atividade, estimula maior qualificação no preparo dos futuros contabilistas e, mais importante, garante aos profissionais técnicos já registrados ou que obtiverem o registro até 1º de junho de 2015 o direito ao exercício da carreira.

A atividade de contabilista se sofistica e se torna mais complexa a cada dia. Se examinarmos o mercado de atuação deste profissional, constataremos que se trata de uma carreira em ascensão. Hoje, no Brasil, já há 417 mil contabilistas e 70 mil empresas contábeis. Destes, 118 mil profissionais e 18 mil empresas operam no estado de São Paulo. E a tendência é de crescimento desta demanda.

Os profissionais da categoria sabem: quem não encarar seu cotidiano como aprendizado permanente corre o risco de estagnar. A disposição para o estudo, portanto, é uma necessidade de mercado. E uma obrigação para com o cliente. Apenas para dar um exemplo: nas áreas fiscal e tributária há modificações constantes, e simultâneas muitas vezes, de regras, prazos, normas – enfim o que vale hoje muda na velocidade desta era em que vivemos, a da tecnologia do conhecimento.

Diante desta realidade, é inevitável constatar que os futuros profissionais contabilistas necessariamente terão de ter uma base acadêmica sólida para ampliar as oportunidades de crescimento pessoal e empresarial. E o Exame de Suficiência é o primeiro passo de uma vida de aprendizado constante.

Militamos em uma área em que as oportunidades se multiplicam. Atualmente o contabilista não é mais coadjuvante – é protagonista. Empresas de todos os portes não podem prescindir das informações desses profissionais simplesmente porque elas são cruciais para a tomada de decisões.

Somos chamados a oferecer nossos conhecimentos em áreas fundamentais para todas as organizações, como auditoria, assessoramento, análise financeira e controladoria. Temos de estar preparados e atualizados para prosperar. O Exame de Suficiência busca a meta de oferecer ao mercado profissionais valorizados e aptos para atender às demandas do sistema produtivo contemporâneo.


*José Maria Chapina Alcazar é empresário, presidente do SESCON-SP - Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e de Assessoramento no Estado de São Paulo, da AESCON-SP – Associação das Empresas de Serviços Contábeis e coordenador do Fórum Permanente em Defesa do Empreendedor

Fonte: Revista Razão Contábil